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Governo antecipa socorro à construção

A retração do Produto Interno Bruto (PIB) de 2003 vai forçar o governo a antecipar medidas de socorro ao setor de construção civil, considerado um dos principais responsáveis pelo resultado negativo.



Governo antecipa socorro à construção


O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, anunciou que nesta semana serão divulgadas 'medidas de várias ordens para melhorar o setor, voltadas ao estímulo ao financiamento e à construção de imóveis'.

As 'edificações' são responsáveis por 70% dos índices de formação bruta de capital fixo na economia, o indicador de investimento, e a construção civil, com queda de 8,6%, foi a principal responsável pela redução de 1% no nível de atividade da indústria, lembra o chefe da assessoria econômica do Ministério do Planejamento, Luis Carlos Miranda. Por esse motivo, diz ele, o governo vinha tomando medidas que formarão o 'pacote de revitalização da construção civil', como o aumento no orçamento dos ministérios das Cidades, da Irrigação e dos Transportes, a insistência na aprovação da lei que permitirá as chamadas parcerias público-privada e a destinação de até R$ 7 bilhões do FGTS para programas da Caixa Econômica Federal.

Bernardo Appy minimizou a queda de 0,2% no PIB em 2003, como divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. Para ele, o resultado ficou 'muito perto do que era esperado' - um aumento de 0,3% -, e permite uma projeção otimista para este ano, uma vez que a economia, no último trimestre de 2003, cresceu 1,5% acima do verificado entre julho e setembro.
'A retomada do crescimento econômico, que ainda não estava bem definida no terceiro trimestre, foi consolidada no fim do ano', disse. 'A queda no ano se deveu ao desempenho do primeiro semestre, foi o preço pago pelo ajuste', acrescentou.

O ministério do Planejamento chegou a distribuir nota para afirmar que, como define Miranda, 'a atividade econômica agregada não decresceu' no ano passado. Miranda argumenta que o cálculo tradicional do PIB leva em consideração a arrecadação dos impostos pagos pelos diversos setores. Embora o crescimento em setores como agricultura, indústria de exportação e indústria metal-mecânica tenha compensado a queda em outros setores, a atividade econômica caiu exatamente nos segmentos que pagam maior volume de impostos, como bebidas, fumo, vestuário e calçados. O crescimento nas outras áreas não gerou impostos o suficiente para compensar essa perda, que puxou para baixo o PIB, diz o secretário do Planejamento.

Ele reconhece, porém, que a queda na atividade econômica ocorreu principalmente nos setores ligados ao nível de emprego e renda da população. '2004 foi o ano das assimetrias, o aumento de renda no setor rural não compensou a perda nas metrópoles', admite. As previsões de mau desempenho do PIB em 2004 não se sustentam porque está claro que o Banco Central não manterá a mesma política de juros do ano passado, garante o assessor econômico da Seplan.

Segundo Appy, caso os indicadores macroeconômicos do fim do ano passado se mantenham em 2004, estaria garantido um crescimento de 'até' 2% do PIB neste ano. Sob as mesmas condições, o secretário do Tesouro, Joaquim Levy, mais otimista, projeta um crescimento entre 2% e 2,5%. Miranda afirma que a menor base de comparação no início do ano garante um crescimento de 1,7% apenas pelo efeito estatístico.

Apesar de anunciar as medidas de incentivo ao setor só agora, depois de o IBGE divulgar o resultado frustrante de 2004, Appy frisou que o governo já estava preocupado com a indústria de construção civil desde meados do ano passado. 'No meio do ano já havia acendido a luz amarela', comentou.

Ele lembrou que a construção civil, um dos setores que mais demoram a responder às mudanças nas medidas macroeconômicas, depende da oferta de crédito, que passou todo o ano passado reprimida. 'O importante é termos um foco de atuação para consolidar um crescimento mais sustentável', definiu.

Appy acredita que a política econômica desenvolvida no ano passado, apesar de não ter apresentado resultados positivos no seu primeiro ano de execução, deu ao país melhores condições para enfrentar crises internacionais. 'O crescimento vem em um ritmo mais moderado, mas eu acho que as condições estão muito mais sólidas. O risco de uma reversão na tendência é relativamente pequeno', garantiu.

Miranda argumenta que os indicadores econômicos mostram retomada dos investimentos, a forma mais saudável de recuperar o nível de atividade (outra forma de estimular o PIB seria o aumento de consumo, que poderia gerar inflação e nova estagnação econômica). As importações de máquinas e equipamentos, e o crescimento no segmento metal-mecânico são indicador dessa tendência.

No último trimestre de 2003, informa ele, as vendas industriais cresceram 5,6%, enquanto a produção crescia 1,3% o que, segundo o economista, significa que as empresas estão diminuindo estoques e devem retomar a produção. 'Não nego que não crescemos, mas a retomada virá pelo investimento', diz o assessor.

Em outra nota, também divulgada sexta-feira, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou que 'já era esperado um resultado próximo de zero no PIB de 2003', e destacou a 'recuperação' do segundo semestre. Palocci argumentou que o crescimento de 1,5% no último trimestre de 2003, comparado ao mesmo período de 2002, poderia representar 6% de crescimento ao ano, se repetido esse desempenho por quatro trimestres.

(Valor, 01/03/2004)
Fonte: INFOMET

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