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Construção civil afunda na crise



Construção civil afunda na crise

A queda de 10,9% do PIB da construção civil no terceiro trimestre do ano, comparado com o trimestre anterior, abalou os empresários do setor, de acordo com os dados do IBGE, divulgados, na quarta 26. O PIB nacional ficou nos pífios 0,4%. Se não houver, no último trimestre do ano, um crescimento de pelo menos 1,5% do Produto Nacional Bruto o resultado de 2003 poderá ser de crescimento zero no primeiro ano de governo Lula. Essa sombra está deixando o Palácio do Planalto taciturno.

O presidente do Sindicato da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Juvenal Batista do Amaral, disse que "o tempo das vacas gordas está chegando, mas as vacas magras estão morrendo". Por isso, perguntou, "quem vai engordar?" No Distrito Federal, o setor de construção civil representa mais de 3,44% do PIB, superior ao do comércio, 3,30%. Historicamente, é o que mais emprega trabalhadores e sua temperatura dá o tom da economia brasiliense, tanto em relação ao mercado imobiliário, como o de infra-estrutura.

O governo Lula, ao longo de 2003, sentou em cima dos recursos a serem destinados aos gastos com infraestrutura. Foram contingenciados cerca de R$ 18 bilhões. O dinheiro disponível destinou-se ao pagamento dos juros, para fazer o superávit primário de 4,25% que acertou com o FMI. Como o governo é responsável por 65% a 70% das edificações, no país, ao frear fortemente os gastos, desarticulou o setor que mais gera emprego.

Para piorar, como destacou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Simão, em encontro com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, no Fórum Nacional da Indústria (FNI), na CNI, na quinta, 27, o crédito está caro e o consumo cai sem parar. O desemprego avançou 21,7% em outubro e a renda média, de outubro de 2002 a outubro de 2003, diminuiu 15,2%. Em tal contexto no qual o consumo deixa de dinamizar a produção por falta de renda, os empresários, diante do dinheiro caro, também, não investe. Não vão comprar novas máquinas para colocar no lugar das que estão paradas.

Nesse sentido, a especulação cresce em cima dos imóveis existentes, que sobem de preço, mesmo que o mercado esteja em baixa. Reduz-se a produção e eleva-se o preço para garantir a margem de rentabilidade do empresário.

A solução para evitar que o PIB da construção civil continue rolando a ladeira nos próximos meses está, segundo Juvenal e Simão, na liberação de recursos do FGTS, para incrementar construção de casas populares. Obras de saneamento e infra-estrutura precisam, também, urgentemente, ser tocadas, destacam. Ao mesmo tempo, os empresários buscam transformar seus créditos recebíveis em novos investimentos, para continuar mantendo a produção. Caso contrário, o setor, que representa 21% do PIB nacional, carente de capital, para novos investimentos, poderá afundar numa crise de inadimplência.

O ministro Palocci, sentindo a pressão, se comprometeu a formar grupo especial para discutir, já, o problema da construção civil, no país, mas sua promessa depende, no fundo, do andar da carruagem da conjuntura econômica, para se consolidar. Ele espera utilizar R$ 4 bilhões para o setor em 2004. Desse total, R$ 2,9 bilhões representariam excedente de superávit primário que está sobrando, já que se foi além dos 4,25% acertado com o FMI. Ainda este ano, prometeu, estarão disponíveis R$ 1,4 bilhão. O problema são as incertezas. Se a economia se enfraquecer como fruto do cumprimento a qualquer custo do superávit primário imposto pelo FMI e os juros continuarem altos, em decorrência da fragilidade financeira do governo e de receio quanto ao aumento da inadimplência, os empresários manterão o pé atrás.

O dinheiro disponível do BNDES para infra-estrutura está, na avaliação empresarial, cerca de 15% ao ano, num contexto de queda da demanda efetiva global, de forma preocupante. A, também, frágil situação financeira das empresas, em face do juro alto, na opinião do empresário Márcio Edvandro, representante da indústria, no Sebrae-DF, mantém as empresas presas às expectativas de cautela, e não de maior ousadia. Por isso, elas ampliam as férias coletivas, para não ter que pagar despesas elevadas de demissão.

Fonte: Jornal da Comunidade – Economia - 04/12/2003

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